DevPleno Entrevista – Edy Segura

Entrevista Edy Segura

Edy Segura é professor da graduação da UNIVAS e da pós-graduação do INATEL e também trabalha com desenvolvimento de software, além de ser um grande amigo meu.

Uma das coisas que nós compartilhamos é que você é uma das poucas pessoas que, assim como eu, tem uma formação completa, ou seja, começamos juntos no técnico, fizemos uma graduação e temos uma pós graduação também, mas eu gostaria de saber do início, o que foi o curso técnico para você e o que ele influenciou na sua carreira?

“Ele foi a porta de entrada, até então nós só mexíamos em casa, tentando desenvolver algo, montando e desmontando computadores e com isso eu senti que era aquilo que eu queria fazer, então pesquisei e descobri o curso técnico que nós dois fizemos, cheguei para o meu pai e pedi o que chamamos de  “paitrocinio”. Eu já trabalhava com  formatação e montagem de computadores mas gostaria de saber o que mais dava pra fazer com eles. Isso abriu portas para podermos desenvolver.”

Uma coisa muito interessante é que começamos a programar WEB no curso técnico, no meu caso estágio do técnico e do Edy já na graduação. Nós tocavamos um provedor de internet só com estagiário e lá conseguimos nos “destravar”, ele permitiu que entrássemos realmente na área e na graduação sem medo. Conte pra gente com que tipo de projeto você lida em linhas gerais.

“Hoje eu sou desenvolvedor FullStack Sênior no INATEL. Desenvolvemos soluções de mídia, em vários projetos de IPTV, OTT, soluções como Netflix que foram projetos legais onde trabalhamos para fora do país. Hoje trabalho com soluções para telecomunicações. Tem um misto de tecnologias bem interessante.”

Há uma diferença dos profissionais brasileiros e os estrangeiros, não só americanos, mas alemães entre outros. Você sente essa diferença? O brasileiro tem uma vantagem ou desvantagem em relação ao pessoal de fora?

“O brasileiro tem uma dinâmica, a gente se mistura, corre atrás, quando recebemos uma tarefa queremos resolver. Lá fora, o que eu vejo em alguns perfis de outros países é, por exemplo, eles pedem para fazer X, e se tem algo que saiu desse X, os profissionais não fazem ou ficam travados. Já nós, baseado nos brasileiros que eu já trabalhei, se travou em algum lugar, vamos querer resolver.”

Eu percebo isso também, faço bastante projeto fora e da pra perceber muito que o pessoal é mais objetivo, se ele é contratado para fazer X, ele não faz X+1. Se você fosse dar uma dica de carreira, analisando o que você fez, ou avaliando o que as pessoas fizeram, o que você diria a elas?

“Principalmente para nossa área é fundamental o Inglês, eu me arrependo por não ter dado importância cedo para o inglês, tive que sofrer um pouco com isso e perdi algumas oportunidades, mas é fundamental, já que é a língua internacional da tecnologia. Quando você aprende o inglês abre portas de tal maneira que você se liberta para pegar conteúdos gratuitos de qualidade na internet. Em projetos open-source, existe gente de todas as nacionalidades, então minha dica de carreira número um nessa área é o inglês.”

E sobre tecnologia, o que você acha que o pessoal deveria estar antenado para 2017?

“Eu acredito que o JavaScript com certeza para quem está começando vai ajudar muito, porque mesmo que o projeto não é focado em JavaScript o ferramentario é feito em JavaScript. Outra linguagem que está há bastante tempo e não vai sair tão cedo é o Java, é uma linguagem standard, que em algum momento você vai ter contato.”

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